A Porta Nova, como ficou conhecida para a posteridade, foi
uma iniciativa do Arcebispo D. Diogo de Sousa, que governou a cidade entre 1505
e 1532.
Este prelado, conhecido por ter sido autor de uma verdadeira revolução urbanística em Braga, transformou o acanhado burgo medieval numa cidade com praças, fontes, capelas e mercados, que extravasou os limites das muralhas.
Nesse plano urbanístico a abertura da Porta Nova constituiu-se como uma obra estratégica. A rua do Souto, que rasgava sensivelmente a meio a cidade murada, foi prolongada a ocidente, com a abertura da rua Nova (atual D. Diogo de Sousa), que terminava numa praça onde foi construído um mercado (do peixe), uma fonte e foi aberta uma porta, de forma a ligar este eixo ao exterior das muralhas. Estávamos no ano de 1512 e por esta porta ter sido a última a ser aberta, chamou-se de “Porta Nova”.
Esta foi a primeira passagem das muralhas a ser construída sem necessariamente dar acesso a uma estrada, ao contrário das outras sete portas, todas vinculadas directa ou indirectamente a caminhos de origem romana que conduziam a outras cidades.
A actual versão da Porta Nova resulta da iniciativa de construir um arco triunfal em Braga, no ano de 1772, à imagem talvez do que sucedera em Lisboa no terreiro do Paço, aquando das reconstruções pombalinas. Recorde-se que o Arcebispo Primaz era, nesta altura, D. Gaspar de Bragança, membro da Casa Real.
Autorizado a ser construído «a partir das sobras das sisas», segundo relata o memorialista bracarense Inácio José Peixoto, foi executado pelo mestre pedreiro Francisco Tomás Correia, sendo vistoriado por Paulo Vidal e Ambrósio dos Santos.
Se quanto aos executores não restam dúvidas, subsiste um mistério por decifrar quanto à autoria do desenho do arco. Segundo o investigador norte-americano Robert Smith, trata-se de uma obra «nitidamente» de André Soares.
Para Eduardo Pires de Oliveira, a fachada interior do arco até pode ser do génio do rococó, todavia a fachada principal é, segundo este investigador bracarense, da autoria de Carlos Amarante, o artista “preferido” do Arcebispo D. Gaspar de Bragança. Artisticamente o arco apresenta duas faces distintas. Mais imponente, a fachada voltada ao Campo das Hortas ostenta as armas de fé de D. Gaspar, entre pesados obeliscos.
Na face interior destaca-se o nicho de Nossa Senhora da Nazaré, que já se vislumbrava na primitiva versão do arco. No conjunto destaca-se ainda a figura que representa a cidade de Braga, uma alegoria barroca que foi colocada inicialmente na arcada, e que foi para aqui trazida, para encimar destacadamente a entrada triunfal na cidade dos Arcebispos. Este facto atesta a importância que este local se revestia. Recorde-se que era aqui que os arcebispos eram acolhidos aquando da sua entronização no sólio bracarense, recebendo a oferta simbólica das chaves da cidade.
Este lugar, porém, só haveria de adquirir nova centralidade quando o comboio chegou a Braga, no ano de 1875. A abertura da rua Andrade Corvo, que dava acesso directo até à estação, passou a ser passagem obrigatória para os forasteiros.
Monumento Nacional desde 1910, ainda hoje o Arco da Porta Nova funciona como entrada majestática na artéria maior do comércio local.
retirado daqui
Este prelado, conhecido por ter sido autor de uma verdadeira revolução urbanística em Braga, transformou o acanhado burgo medieval numa cidade com praças, fontes, capelas e mercados, que extravasou os limites das muralhas.
Nesse plano urbanístico a abertura da Porta Nova constituiu-se como uma obra estratégica. A rua do Souto, que rasgava sensivelmente a meio a cidade murada, foi prolongada a ocidente, com a abertura da rua Nova (atual D. Diogo de Sousa), que terminava numa praça onde foi construído um mercado (do peixe), uma fonte e foi aberta uma porta, de forma a ligar este eixo ao exterior das muralhas. Estávamos no ano de 1512 e por esta porta ter sido a última a ser aberta, chamou-se de “Porta Nova”.
Esta foi a primeira passagem das muralhas a ser construída sem necessariamente dar acesso a uma estrada, ao contrário das outras sete portas, todas vinculadas directa ou indirectamente a caminhos de origem romana que conduziam a outras cidades.
A actual versão da Porta Nova resulta da iniciativa de construir um arco triunfal em Braga, no ano de 1772, à imagem talvez do que sucedera em Lisboa no terreiro do Paço, aquando das reconstruções pombalinas. Recorde-se que o Arcebispo Primaz era, nesta altura, D. Gaspar de Bragança, membro da Casa Real.
Autorizado a ser construído «a partir das sobras das sisas», segundo relata o memorialista bracarense Inácio José Peixoto, foi executado pelo mestre pedreiro Francisco Tomás Correia, sendo vistoriado por Paulo Vidal e Ambrósio dos Santos.
Se quanto aos executores não restam dúvidas, subsiste um mistério por decifrar quanto à autoria do desenho do arco. Segundo o investigador norte-americano Robert Smith, trata-se de uma obra «nitidamente» de André Soares.
Para Eduardo Pires de Oliveira, a fachada interior do arco até pode ser do génio do rococó, todavia a fachada principal é, segundo este investigador bracarense, da autoria de Carlos Amarante, o artista “preferido” do Arcebispo D. Gaspar de Bragança. Artisticamente o arco apresenta duas faces distintas. Mais imponente, a fachada voltada ao Campo das Hortas ostenta as armas de fé de D. Gaspar, entre pesados obeliscos.
Na face interior destaca-se o nicho de Nossa Senhora da Nazaré, que já se vislumbrava na primitiva versão do arco. No conjunto destaca-se ainda a figura que representa a cidade de Braga, uma alegoria barroca que foi colocada inicialmente na arcada, e que foi para aqui trazida, para encimar destacadamente a entrada triunfal na cidade dos Arcebispos. Este facto atesta a importância que este local se revestia. Recorde-se que era aqui que os arcebispos eram acolhidos aquando da sua entronização no sólio bracarense, recebendo a oferta simbólica das chaves da cidade.
Este lugar, porém, só haveria de adquirir nova centralidade quando o comboio chegou a Braga, no ano de 1875. A abertura da rua Andrade Corvo, que dava acesso directo até à estação, passou a ser passagem obrigatória para os forasteiros.
Monumento Nacional desde 1910, ainda hoje o Arco da Porta Nova funciona como entrada majestática na artéria maior do comércio local.
retirado daqui

